Pr. Levi Mello
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#02 - VIVOS PARA SERVIR - LEVI MELLO

17/10/2020

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A nossas ações, como servos de Deus no mundo, é consequência da nossa compreensão do amor gracioso de Deus para conosco, ao nos dar a oportunidade de estarmos, humildemente, ao lado das pessoas, a fim de ajudá-las a suportar as dores da vida e celebrar com elas as suas conquistas.

​Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido. E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino.
Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos.
E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado. E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo;
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. (Mateus 20:20-28).

 
No mundo pós-moderno, a competitividade esta em alta, quase que em todos os ambientes sociais. Pessoas fazem de tudo para provar para si mesmas e para o resto do mundo que são capazes de fazer quase tudo que estiver ao seu alcance de forma perfeita. Vale de tudo. Carrões importados, relógios caríssimos, roupas de marca, ter o maior numero de visualizações no youtube, postar fotos de lugares lindos em viagens, fazer uma selfie ou aparecer ao lado de gente importante numa live e por aí vai, a disputa não para. O negócio é ser popular, custe o que custar. Tudo isso faz parte da corrida frenética para se destacar e aparecer em primeiro lugar, ninguém quer ficar para trás e nem sair perdendo.
 
Sem contar com as cobranças exageradas e, por isso, tão cruéis, que têm feito parte da vida de nossas crianças e adolescentes em casa e na escola, que desde muito cedo começam a fazer parte dessas demandas sociais de serem proativas o tempo inteiro. Esse tipo de exigência tem produzido uma geração que não admite ouvir um não, frustrar-se ou fracassar em algo.
 
Esse tipo de comportamento, ao invés de gerar uma sociedade forte e saudável, tem formado uma sociedade deprimida, ansiosa e suicida. Infelizmente, as pessoas estão decidindo que viver não vale mais a pena.
A família, as lideranças políticas e religiosas, que deveriam indicar o padrão, sucumbem frente ao mesmo mal social. Líderes no mundo inteiro se rendem diante da incredulidade, ganância, vaidade e ofendem a Deus frequentemente com o seu comportamento arrogante.
 
O texto que lemos destaca que não era assim que acontecia na vida de Jesus. Desde seu nascimento até a sua terrível morte na cruz, esse não era o estilo de vida adotado por Jesus. Nos evangelhos, ficar em segundo e até em último lugar, não ser escolhido, não se destacar de alguma forma, não ser rico ou bem-conceituado, não ser aprovado, frustrar-se, decepcionar-se e receber um não, nunca era sinal de vergonha, mas sim sinal de aprendizado na caminhada de um servo.
 
Lembremos de como o apóstolo Paulo se referiu ao tema: De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:5-11).
 
Sirva sem segundas intenções
 
Para muitos, servir apenas pelo prazer de ajudar alguém, sem esperar nenhum benefício em troca, é coisa de gente boba. Hoje em dia, para a maioria das pessoas, tirar vantagem de alguém sem respeitar quem ela é, tem ou pensa se tornou algo bastante normal. Desde que a pessoa interesseira fique bem, isso é o que importa.
 
Se somos, de fato, servos precisamos aprender com Jesus o significado de uma vida empática, pois o caminho do verdadeiro discipulado é se colocar ao lado das pessoas, oferecendo uma boa companhia em todos os momentos, sejam eles agradáveis ou não. Para isso, precisaremos aprender a controlar a ambição egoísta que ronda o nosso coração e pretende impedir que as pessoas tenham suas conquistas.
 
O próprio Jesus deu exemplo a esse respeito. No texto de Filipenses, Paulo nos mostrou que o próprio Jesus não procurou destaque e veio ao mundo para estar ao lado das pessoas de sua época, a fim de ajudar a aliviar suas dores e celebrar com elas as suas conquistas. Jesus fez isso respeitando as limitações, as fraquezas, os medos e a condição social das pessoas, oferecendo o seu cuidado pastoral a todas elas. A morte de Jesus na cruz, por exemplo, foi a mais humilhante e cruel, mas ele esteve lá até o fim doando a sua última gota de sangue para que nós pudéssemos ser salvos e libertos. E notem, nunca pediu nada em troca por isso.
 
Tenha poder, mas não exerça controle
 
O evangelho nunca impediu que pessoas poderosas tivessem acesso a ele. O acesso de pessoas poderosas ao reino de Deus sempre esteve aberto. A questão não é se alguém tem poder para liderar, e sim se tal pessoa abusa do seu poder para controlar, dominar as pessoas. Na mente de Jesus, o poder deve ser usado para ajudar as pessoas a progredirem, tendo mais qualidade de vida. O problema com os homens poderosos é que eles são tentados a exercer o seu poder apenas porque são apaixonados pela oportunidade de dominar as pessoas, já que geralmente homens poderosos acreditam estar “acima do bem e do mal”.
 
Se Jesus desejasse, o que o impediria de controlar as pessoas usando o seu poder divino? Mas, suas atitudes demonstraram que Jesus preferiu usar o seu poder para liberar as pessoas e não para escravizá-las debaixo de seu domínio.
 
O Espírito Santo tem dado poder a sua igreja e liderança não para que a liderança na igreja seja uma liderança autoritária, como se somente o que ela fala ou pensa deve ser acatado como verdade. O poder do Espírito, nas mãos da liderança eclesiástica, precisa ser usado para trazer paz, segurança e alívio e não para colocar mais peso sobre a vida das pessoas com as suas críticas e julgamentos intolerantes.
 
Na maioria das vezes, sirva
 
Não sejamos demagogos. Quem não se sente feliz por receber algum tipo de cuidado? Todos deveríamos receber ou estarmos abertos para que as pessoas se aproximem e cuidem de nós de alguma forma. A crítica de Jesus à mãe de Tiago e João e aos discípulos foi no sentido
de estarem pensando somente neles, de forma egoísta. Jesus os adverte a estarem dispostos, na maioria das vezes, a servir, sem serem indivíduos interesseiros em suas relações familiares, de amizades e sociais.
Pessoas abnegadas servem sem a intenção de tirar vantagem, se aproveitar da situação de alguma forma. Sempre procuram uma oportunidade de ajudar, sem jamais serem oportunistas. Os discípulos de Jesus estão mais focados em confortar, em amar, em serem verdadeiros amigos e em viverem na comunhão do Espírito Santo.
           
Não vivem para receber qualquer tipo de destaque, porque são humildes e não querem impressionar, nem receber aprovação de ninguém, simplesmente estão lá quando as pessoas precisam. Agem desse modo porque entenderam o quanto as pessoas são valiosas e podem contribuir com as suas experiências na caminhada da vida. As necessidades surgem e elas se apresentam com simplicidade para, de alguma forma, fazer aquilo que está ao seu alcance; tentar encontrar a solução para aquele determinado problema. No lugar de receberem destaque, sempre estão imaginando de que forma estão implicadas no problema, entendendo que a solução do problema é uma responsabilidade de todos e não apenas de alguns ou dos que estão sofrendo com a questão.
 
Como Jesus, não se omitem diante do contexto ou dos desafios que a vida propõe. Sempre fazem a opção pelo envolvimento sincero, honesto e permanente em relação ao contexto onde se inseriram por conta da sua vocação de imitarem a Jesus, o servo dos servos.
 
Conclusão:
 
Paulo nos alerta, em Romanos 8:33-39, que nós somos mais do que vencedores não por causa dos bens materiais que possuímos, se temos poder entre os homens, se somos conhecidos, se usamos roupas de marcas ou dirigimos carros caros ou se exercemos uma função de destaque como líderes.
 
Somos vitoriosos a despeito de termos algo ou sermos reconhecidos socialmente. Somos vitoriosos porque em Cristo Jesus nada em nosso contexto nos fará arrogantes, egoístas ou melhores do que as outras pessoas. Somos vitoriosos porque já vencemos a morte, o Diabo, as enfermidades, as distâncias, a saudade, o isolamento e as irresponsabilidades. Mas, principalmente, porque somos amados incondicionalmente por Deus através da sua graça, e nada, material ou espiritual, nesse mundo aqui ou em qualquer outro lugar poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor.   

​Servos, humildade, abnegação.
Comentários

    Autor

    Levi Mello é pastor batista e terapeuta familiar.

    Histórico

    Outubro 2020

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